
Tá nos cinemas um quinto filme do arqueólogo mais famoso do cinema. Quem diria que em pleno 2023 teríamos mais uma aventura de Indiana Jones e estrelado pelo Harrison Ford no auge dos seus aproximados 80 anos… Eu não sei direito o que pensar sobre isso. Mas já que fizeram um novo filme, INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO, de James Mangold, o primeiro sem a direção do Spielberg, só me resta torcer pra ser bom… Sim, eu ainda não assisti, mas resolvi fazer esse post rankeando os quatro filmes anteriores em ordem da minha preferência pessoal. Do pior ao melhor.
Os filmes ainda estão frescos na minha memória por conta de uma maratona que fiz do Spielberg há poucos anos e rever a franquia de Indiana Jones, um dos principais clássicos da minha infância, é sempre mágico. Bem, quase todos…

4. INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (2008)
É, esse aqui obviamente tem seu lugar garantido no último lugar. É um projeto que tem cheiro de mofo… Lembro de ter curtido em algum nível quando vi no cinema, mas na revisão caiu muito. Os primeiros 20 minutos são os mais próximos que se consegue chegar na essência da trilogia original. Depois, apesar de uma ou outra boa sequência de ação, o filme só afunda cada vez mais num roteiro sofrível e muitas, mas MUITAS mesmo, escolhas erradas (principalmente tudo o que envolve o Shia LaBeouf) até chegar no final constrangedor, quem tem muito a cara de ter sido ideia do George Lucas… Não vou dizer que é uma bomba completa. Se tiver passando na TV dá pra ver umas partes sem pretensão, de boa. Num bom dia talvez até dê pra se divertir. Mas em comparação com os filmes anteriores, não passa de uma aventurazinha sem brilho.

3. INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO (1984)
Curioso que no meu mundo distorcido de criança sempre achei O TEMPLO DA PERDIÇÃO o melhor da série. Se me perguntassem há cinco anos atrás, eu não teria dúvida em apontar isso. Mas agora, depois da revisão, pela primeira vez senti inferior aos outros dois restantes… É bem provável que a estrutura de playground de ação não me encante tanto mais quanto a do filme anterior, por exemplo, mais definido conceitualmente na sua ideia de pastiche de matinê. Mas, quero deixar bem claro que este aqui continua maravilhoso. Quero dizer, eu ainda curto um bom “playground de ação”. heheh!
É notório que se trata de um filme mais sombrio que os outros, mas é notável um diretor no auge, com tanto poder e controle em mãos, tanta responsabilidade, e mesmo assim poder se divertir com seu cinema. Você praticamente sente Spielberg rindo fora da tela enquanto dirige aqueles primeiros 20 minutos, que são geniais, inspirado em James Bond; filmando aquela sequência de jantar, servindo cérebro de macaco para a futura esposa, Kate Capshaw; e utilizando os melhores cenários de toda a série para Harrison Ford pular, correr, escapar, trocar socos com bandidos (a perseguição de carrinhos de mineração e a sequência da ponte no clímax ainda impressionam)… Não tem nada mais “spielberguiano” do que o próprio Spielberg filmando como uma criança que brinca com seus bonecos de ação.

2. INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA (1989)
É o que fecha a trilogia inicial e ao mesmo tempo meio que retorna às bases do primeiro filme, com toda a carga de inspiração nos seriados de matinês que Spielberg/Lucas assistiam na infância – uma volta até para um terreno mais seguro depois de O TEMPLO DA PERDIÇÃO – e acrescenta ainda mais elementos que interessam a Spielberg, sobretudo na dinâmica emocional e problemática do relacionamento pai/filho, que é um desses princípios fundamentais do cinema do homem. Provável que seja o filme mais “spielberguiano” da franquia, ainda que não seja – por MUITO pouco – o meu favorito.
Mas não deixa de ser perfeito. O ritmo é frenético, a quantidade de ação é absurda, tem duas das minhas sequências de ação favoritas da série – quando Indy e seu pai fogem de um dirigível até culminar na cena em que o pai derruba um avião com os pássaros, e toda sequência do tanque de guerra no final. Acho que é o filme que mais remete a Buster Keaton em termos de construção de ação na série; e o humor funciona lindamente. Enfim, uma maravilha.

1. OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (1981)
Ah! Onde tudo começou… A obsessão de Spielberg por seriados e filmes de sua juventude ganha uma representação em seu próprio cinema. São as aventuras indianas de Fritz Lang, é James Bond, Humphrey Bogart, Westerns e ódio pelos nazistas, tudo misturado para criar um clássico oitentista que, pra mim, que cresceu assistindo isso aqui até perder as contas, virou sinônimo de tudo o que determina um filme de aventura na sua essência. No quesito “ação”, Spielberg é demonstra ser um dos grandes mestres. Sequências como a que Indy recupera a arca sozinho de dentro de um caminhão, encarando um comboio de nazistas, é digna de antologia di cinema de ação dos anos 80. Mas o grande trunfo deste filme (e da trilogia inicial) é o seu senso de humor, o fato do projeto não se levar muito a sério em momento algum e em conseguir transformar esse pastiche de matinê numa obra-prima.
Acredito que não há a menor possibilidade do quinto filme chegar no mesmo nível disso aqui… Mas tudo bem. Se for divertido já tá de bom tamanho.
Meu primeiro contato com essa franquia foi ,um making of que passou na TVS ( atual SBT) em um sabado qualquer na decada de 80,nessa epoca era exibido pela á emissora alguns making of de grande sucessos do cinema para tapar buraco na programação de recem canal fundado em 1981 e “INDIANA JONES E OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA” eu assisti e estava doido para ver o filme nessa emissora.. mas isso só aconteceu quando ele foi exibido na Globo na sessão de filmes inéditos”TELA QUENTE” foi segundo filme exibido nessa sessão nova de filmes desta emissora e é o meu filme favorito ,o segundo é “INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA ” o terceiro e ” INDIANA JONES NO TEMPLO DA PERDIÇÃO” ,Spielberg tinha acabado de sair de um divorcio complicado com atriz Amy Irving ,quando realizou esse filme ,por isso tem uma atmosfera sombria no filme e o “INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL” não gostei do filme em si quando aluguei em DVD talvez ate mude de opinião se assisti-lo um dia de novo, esse último ” INDIANA JONES E A RELIQUIA DO DESTINO” talvez nem assista ele nunca, já que á locadora no qual eu alugava filme em DVD e Blu-ray ha 20 anos fechou as portas no final do ano passado.
Assisti ao quinto filme na estreia, sem grandes expectativas, mas ainda assim tinha uma esperança mínima de achar que algo poderia se salvar e teria a certeza de que veria um filme no mínimo decente. Mas não: a decepção de 2023 tem nome e se chama Indiana Jones 5. O que a Disney fez foi cruel. Durante as (desnecessárias) 2h30 de projeção fica bem nítido entender porque Spielberg pulou fora (nos créditos aparece como produtor executivo junto com George Lucas, mas sua colaboração provavelmente foi mínima – se é que teve…). O CGI artificial toma conta de tudo, parecia que tava vendo qualquer filme da Marvel dos últimos 5 ou 6 anos. Nem o Indy mais novo impressiona (quanto a isso parece que só eu não me impressionei, vejo num geral opiniões bem elogiosas ao rejuvenescimento digital). Não há uma cena memorável (tem uma que chega perto, mas não dizer qual, claro, nem onde). Spielberg faz uma falta tremenda na direção… Indiana Jones 5 é filme dirigido por robô.
A propósito, de repente O Reino da Caveira de Cristal se tornou um filme muito bom. Mesmo sendo problemático em vários pontos, incluindo um CGI que não combina muito com a franquia, ainda assim tinha muita coisa feita com efeitos práticos, cenários montados, locações, cenas de ação feitas sem a ajuda de efeitos visuais (aquela fuga de moto do Indy com seu filho ainda é divertida), essas coisas… sou muito apegado ao visual e direção de cena dos filmes do Spielberg e acho que esse filme ainda é um prato cheio quanto a isso, diferente do quinto, que é… comum.
Creio que Caveira pode receber um status melhor agora, assim como a trilogia prequel de Star Wars recebeu nos últimos anos, devido a recepção negativa por muitos pela trilogia que a Disney fez.
Sobre o ranking, gosto igual dos 3 filmes, inclusive quando mais novo eu tbm achava Templo o melhor. Mas a quilometragem (hehe) chega e hoje vejo como uma trilogia perfeita, três obras-primas do cinema de ação e aventura, cada filme com seus méritos peculiares.
*não vou dizer
Pior que tenho lido MUITAS opiniões como a sua pra esse novo Indy… Até bateu desânimo. Verei, de todo modo, mas com a expectativa lá embaixo…
Abraço!
Infelizmente é isso mesmo, é triste demais. De todos os filmes que o Ford fez nos últimos anos que trouxeram seus personagens mais icônicos, esse sem dúvidas é o mais fraco, de longe.
E a bilheteria fraca do filme só reforça o desinteresse do público, principalmente o jovem. Indiana Jones é um ícone apenas no século 20, pelo jeito.