Chuck Norris e a volta do Cine Poeira

Andei revisitando alguns dos primeiros trabalhos da carreira de Chuck Norris, que nos deixou recentemente. Antes do mito, dos memes e da imagem quase folclórica que acabou tomando conta da figura pública. É curioso perceber como, desde cedo, já existia ali uma presença muito particular.

Nos anos 70 o sujeito já tinha dado seus primeiros socos e pontapés no cinema, incluíndo a luta contra Bruce Lee no Coliseu em O VÔO DO DRAGÃO, mas é com BREAKER! BREAKER! (1977) seu primeiro veículo de ação, seu primeiro papel como protagonista. Percebe-se um sujeito ainda tentando encontrar seu lugar, reconhecendo suas limitações dramáticas e se esforçando ao máximo pra mandar bem nas lutas (que ele mesmo coreografou). Mas com a produção que temos aqui a coisa nunca atinge seu potencial. O roteiro é fraco, não tem nenhum personagem memorável, a direção é ruim, a ação funciona aqui e ali. E o filme nunca decide direito se quer ser leve, tenso ou dramático, e acaba ficando no meio do caminho, meia boca em tudo. O ritmo até ajuda, é curto e anda rápido, num bom dia dá pra dar aquela enganada e entretem num domingo à tarde…

Gostei mais de GOOD GUYS WEAR BLACK (1978) que, sei lá por qual motivo, eu nunca tinha visto. Dirigido pelo Ted Post, de MAGNUM FORCE e BENEATH THE PLANET OF THE APES, temos Norris como um ex-comandante da Black Tigers, uma unidade especial do exército americano, traído numa missão no Vietnã e que agora vira alvo de assassinos enquanto dirige carros de teste e, pasmem, leciona ciências políticas na UCLA (!!!).

O filme tenta ser um TRÊS DIAS DO CONDOR com chutes na cara, um thriller pós-Watergate com conspiração governamental. Mas tirando a parte do “chute na cara” obviamente não é bem o tipo de filme que se pensa no Norris como protagonista. Um filme com tanto diálogo expositivo, tanto falatório, praticamente só depois de uma hora de duração que ele começa a soltar os golpes. E mesmo assim em sequências curtas e escassas, espalhadas pelo filme. Destaque pra voadora através do para-brisa, o momento mais icônico disso aqui (o fato de ser perceptível um dublê oriental com a peruca do Chuck Norris deixa tudo ainda mais pitoresco). E acho que é isso que faz o filme funcionar, não sei bem como explicar isso, mas o filme tem a sua graça justamente nesses detalhes curiosos e exóticos. E pelo “prazer” de ver o Norris se esforçando nesse papel.

Mas a direção de Post é competente, apesar do orçamento baixo que deixa as cenas de ação modestas e a fotografia com cara de TV movie setentista. Anne Archer e James Franciscus aparecem como coadjuvantes. Archer inclusive como par romântico sem química alguma com Norris, um troço realmente desconfortável, deixa tudo mais engraçado. E até que foi bem nas bilheterias, provando que apesar de tudo, Norris podia carregar um filme como action hero, e abriu portas pra era Cannon que veio alguns anos mais tarde. Foi bom finalmente parar pra ver isso aqui.

Um ano depois, fez A FORCE OF ONE (1979). A premissa é tão ruim que chega a ser divertida de acompanhar… Policiais da narcóticos estão sendo mortos por um lutador de karate assassino sempre que avançam nas investigações sobre o tráfico de drogas local. Qual a solução? Recrutam um campeão de karate chamado Matt Logan (Chuck Norris) pra treinar a equipe. A ideia é tão absurda que acaba pouco explorada, mas serve pra colocar o Norris na trama. Mesmo assim, a coisa demora pra engrenar, muita investigação genérica e uma tentativa de romance entre Norris e Jennifer O’Neill, que faz uma das policiais da narcóticos.

O filme dá uma melhorada quando o filho adotivo de Norris é morto, tornando tudo pessoal. E até o momento, entre esses primeiros veículos do Norris, é o que tem as melhores coreografias de luta. Infelizmente, a luta final contra Bill “Superfoot” Wallace, que faz o karate killer acaba prejudicada pelo excesso de slow motion. Norris tá mais confortável que em GOOD GUYS WEAR BLACK, mas ainda testando até onde pode ir como ator dramático (e não dá pra ir muito longe). E a química com O’Neill é constrangedora mais uma vez. A total ausência de química eu quis dizer… O filme funciona como curiosidade histórica do período pré-Cannon do Norris, quando o karate ainda era novidade em Hollywood. Tem seus momentos, mas é fraco como filme de ação.

Entrando nos anos 80, eu diria que num bom dia até dá pra relevar algumas coisas de THE OCTAGON (1980) e se divertir. A história acompanha Scott James, um lutador solitário interpretado por Chuck Norris, que se vê envolvido numa trama, digamos, complexa demais pro tipo de filme que poderíamos ter aqui. Cujo principal elemento é um grupo de ninjas terroristas liderados por um antigo rival/meio irmão do protagonista. Em vez de abraçar uma premissa simples de “Norris vs. ninjas”, o filme complica tudo com uma trama confusa, cheia de personagens e diálogos excessivos. E quando você ainda consegue desperdiçar Lee Van Cleef no meio disso tudo, é sinal de que a coisa desandou de vez. Pra piorar, tem a narração interna do personagem de Norris, sussurrando pensamentos numa tentativa de soar mais “psicológico”, que é absurdamente ridículo.

Nos poucos momentos em que os ninjas aparecem, são quase patéticos, caindo fácil demais em coreografias onde basicamente se posicionam pra apanhar. Ainda assim, nem tudo é perdido, há um certo charme em ver Norris tentando sustentar tudo isso, com seu pensamento sussurrante, e os vinte minutos finais finalmente entregam o que o filme prometia, com a invasão da base ninja e um pouco mais de ação decente. Divertido, só acho uma pena que chegue tarde demais…

Com AN EYE FOR AN EYE (1981) Norris faz um dos melhores filmes desse período, junto com McQUADE: O LOBO SOLITÁRIO. O que deve significar também ser dos melhores filmes da carreira do homem… Vou descobrir à medida em que for vendo e revendo seus filmes. O que mais os dois filme têm em comum? Ambos são de Steve Carver, diretor aluno de Roger Corman. E o cara é bom.

A trama é simples e batida, do policial que perde o parceiro numa operação e decide agir por conta própria, ignorando as regras do sistema. O velho clichê da vingança como resposta possível, com aquela sensação de que não há ordem a ser restaurada, algo que o cinema já explorou à exaustão. Ainda assim, AN EYE FOR AN EYE tem suas peculiaridades dentro dessa fórmula. Carver conduz o filme com bom ritmo, com ótimas sequências de ação, e sabe o momento de pisar no freio pra desenvolver melhor a narrativa. Chuck Norris aparece mais solto do que de costume, começa o filme brincalhão, sorridente e sem o bigode, o que reforça essa faceta mais simpática (prova de que menos pelos faciais funcionavam a seu favor). Detalhes que ajudam a humanizar o arquétipo do policial fora-da-lei.

O elenco tem Christopher Lee de vilão elegante e ameaçador, Richard Roundtree como o capitão exasperado, Mako adiciona peso emocional e Professor Tanaka marca presença como um capanga genuinamente intimidador. A fotografia de San Francisco é bem aproveitada, as cenas de luta são diretas e eficientes, e o clímax fecha tudo da melhor maneira. É um filme que não reinventa nada, mas cumpre o que promete, ação oitentista honesta, bem conduzida e povoada por figuras bacanas.

Por fim, revi SILENT RAGE, um cruzamento improvável entre slasher oitentista e filme de ação casca-grossa do Norris. Com um sujeito que surta e mata os habitantes de uma casa a machadadas e, após ser morto pela polícia, retorna graças a um experimento de regeneração celular. Ele se torna um assassino praticamente indestrutível, uma espécie de Michael Myers turbinado, que passa a eliminar todo mundo pelo caminho, um HALLOWEEN de segunda linha colidindo com um filme de ação protagonizado por um xerife que resolve tudo no chute na cara, interpretado por Norris.

Mas o filme demora um pouco pra se encontrar depois de um início deflagrador. Perde tempo com algumas bobagens, se prepara demais para o que está por vir. No meio disso, surge uma briga de bar que parece obrigação contratual, totalmente deslocada da trama, mas curiosamente uma das melhores sequências de luta num filme do Norris até então. Quando resolve se assumir como slasher, a coisa melhora. O diretor Michael Miller investe num clima de suspense mais lento, com planos longos, câmera subjetiva e perseguições silenciosas que remetem mais ao terror europeu do que a um filme estrelado pelo Norris. As mortes não são lá muito criativas nem têm nada de especial, mas são divertidas de acompanhar. E tudo culmina no confronto entre o assassino indestrutível e o xerife de Norris, onde nem bala, queda de prédio, atropelamento ou explosão resolvem o problema. No fim, são os chutes de Norris que dão conta, quando o filme vira um embate simbólico entre a violência “científica”, fabricada em laboratório, e a violência clássica do punho e do roundhouse kick.

Se eu continuar essa saga de assistir aos filmes do Norris em ordem cronológica, depois comento mais por aqui.

Esse post também serve pra dizer que o podcast Cine Poeira, depois de um hiato de dois anos, está de volta. Pra quem não conhece, é um trabalho idealizado por mim, pelo Luiz Campos e o Osvaldo Neto, pra falar de filmes que certamente pegariam poeira nas locadoras no final dos anos 90… Ou não. Sobretudo filmes de ação. Enfim, retornamos jsutamente pra falar de Chuck Norris e McQUADE: O LOBO SOLITÁRIO.

O episódio pode ser ouvido no Spotify, Youtube e principais plataformas de podcast. Ou aqui mesmo:

MR.MAJESTIK (1974)

No meu substack escrevi um longo texto chamado A ética da melancia, analisando esse filmaço do Richard Fleischer com o Charles Bronson. No Brasil é conhecido como DESAFIANDO O ASSASSINO e é sobre um pequeno fazendeiro, o Mr. Majestyk do título original, vivido pelo Bronson, querendo apenas colher suas melancias em paz… Acesse clicando aqui.

O texto é exclusivo para assinantes pagos. Fica o convite para quem quiser assinar e contribuir com o trabalho que venho fazendo. Se não quiser, tem a opção de assinatura gratuita para receber as atualizações no seu email. Mas já adianto que cada vez mais a minha intenção é migrar para o Substack. A maioria dos textos continuarão gratuitos, mas para quem se interessar pela assinatura paga vai receber um conteúdo exclusivo. E convenhamos, são só 10 reais por mês…

Assine: https://ronaldperrone.substack.com/

REVISTA FULLER

Acabou de sair, fresquinha, a Revista Fuller, voltada pra ensaios e críticas de cinema, editada pelo grande Guilherme Martins. E tem texto de muita gente boa, tem um vasto dossiê sobre o Carlão Reichenbach, com uma entrevista sensacional com o Leopoldo Tauffenbach. E tem um textinho meu em homenagem ao lendário Michael Madsen, esse ator espetacular que nos deixou no ano passado.

Leiam tudo, porque tá muito bom. Com todo respeito a quem faz produção de vídeos sobre filmes/cinema, mas o texto ainda é a melhor maneira de se aprofundar, de explorar, de adquirir mais conhecimento sobre o assunto. Vejam vídeos, ouçam seus podcasts, mas não deixem de ler blogs, livros e revistas recheadas de ensaios, como a Revista Fuller. E, bom, antes que isso aqui vire um desabafo, aqui vai o endereço:

https://revistafuller.com.br

O SANGUE DE ROMEU (1993)

Escrevi um texto para o livreto da Versátil, lançado junto com a caixa Filme Noir: Neo-Noir Anos 90, sobre um dos meus thrillers policiais favoritosdo período: O SANGUE DE ROMEU, de Peter Medak, com Gary Oldman e uma Lena Olin surtada fazendo a femme fatale mais insana de que tenho notícias.

Agora, o texto também está disponível no meu Substack, exclusivamente para assinantes. Dá uma passada lá e assine para ter acesso ao conteúdo exclusivo!

https://ronaldperrone.substack.com/p/o-sangue-de-romeu-1993

A NOITE DAS VAMPIRAS e o humor macabro de Rubens Mello

O querido ator e diretor guarulhense Rubens Mello está finalizando seu primeiro longa-metragem, uma mistura de horror com comédia deliciosamente chamada A NOITE DAS VAMPIRAS.

Sinopse: Justine é uma jovem que foi criada por pais adotivos. Em sua vida adulta, tornou-se uma atriz que faz muito sucesso em comerciais de TV. Em certo momento, recebe um convite para conhecer sua família biológica. O encontro se dá às vésperas de uma festa, que acontece anualmente, para celebrar o sucesso do açougue gerido pela sua família. Mas, o que era para ser apenas uma reaproximação com sua verdadeira família, torna-se algo sinistro e bizarro, onde coisas absurdas e engraçadas acontecem, levando Justine a conhecer o verdadeiro segredo do sucesso dos negócios da família.

Continue lendo

CINE POEIRA – NOVOS EPISÓDIOS E NOVIDADES NO YOUTUBE

Os dois últimos episódios da terceira temporada do CINE POEIRA já estão disponíveis no tocador de podcast da preferencia de vocês. Mas vocês podem ouvir por aqui, no blog, também:

O CHEFÃO DE NOVA YORK (Black Caesar, 1973), de Larry Cohen

Clássico do blaxploitation, também um dos melhores filmes de um grande artesão do cinema de gênero: produção, roteiro e direção de ninguém menos que Larry Cohen. O longa narra a rápida ascensão e a vertiginosa queda de Tommy Gibbs, um implacável gângster negro. Gibbs – interpretado pelo ícone Fred Williamson – se revelará um anti-herói bem mais complexo e intrigante do que a média dos personagens que habitaram o cinema de ação e policial dos anos 70.

Recentemente fiz um textinho do filme aqui pro blog. É só clicar aqui.

A OUTRA FACE (Face/Off, 1997), de John Woo

Como de costume, o último episódio de uma temporada do CINE POEIRA sempre destaca um clássico imbatível. O filme da vez é A OUTRA FACE, provavelmente a obra-prima de John Woo durante o período em que ele trabalhou no cinemão hollywoodiano. John Travolta vs Nicolas Cage em um grande embate de atuações e sequências memoráveis de ação, com uma história de inesperada carga dramática para os padrões do gênero. O resultado final é um longa que tinha tudo para não funcionar e ser um corpo estranho na filmografia deste genial autor do cinema chamado John Woo. Mas funciona! E como funciona! É com muito prazer que encerramos a terceira temporada do CINE POEIRA com esse brilhante espetáculo de ação que só o melhor do blockbuster do final dos anos 90 poderia nos proporcionar.

CINE POEIRA NO YOUTUBE

ATENÇÃO: o podcast CINE POEIRA agora tem um canal no YouTube! Aos poucos estamos colocando os episódios das três temporadas por lá. Enquanto isso, vocês já podem se inscrever, dar like nos vídeos, compartilhar nas redes, com os amigos… E em breve teremos novidades, conteúdos exclusivos no canal.

É só clicar aqui

TERRITÓRIO INIMIGO no CINE POEIRA

Episódio inédito do CINE POEIRA desta semana vai tirar, literalmente, a Poeira de um verdadeiro clássico dos bons tempos do VHS: TERRITÓRIO INIMIGO (Enemy Territory, 1987). Produção de Charles Band, o longa de Peter Manoogian é um envolvente thriller de ação ambientado em um prédio de uma vizinhança barra pesada de Nova York, dominado por uma gangue auto-intitulada VAMPIROS, liderada pelo ‘O Conde’ (Tony Todd pós-PLATOON e antes da fama com CANDYMAN). O filme também é estrelado por Ray Parker Jr., Gary Frank e Stacey Dash e ainda conta com uma participação mais do que especial de Jan-Michael Vincent.

Para escutar o nosso papo, é só apertar o play na sua plataforma de podcast de preferência. Ou é só usar o tocador abaixo e ouvir aqui no blog mesmo. E siga-nos no instagram

MORTAL KOMBAT no Cine Poeira

O episódio desta semana do CINE POEIRA é sobre esse clássico absoluto da infância de muitos que acompanham o podcast e o blog. Dos amantes de filmes de artes marciais aos fãs de video games que perdiam um bom tempo (e dinheiro da padaria) nos fliperamas da cidade ou nos Super Nintendos e Mega Drives de suas casas. Estamos falando da adaptação cinematográfica de MORTAL KOMBAT (1995), um dos jogos fundamentais da rapaziada nos anos 90 e um dos filmes de ação/fantasia/pancadaria dos mais legais que surgiram no período. Discutimos todos os detalhes do filme e também da divisão de opiniões que se tem sobre o seu diretor, Paul W. S. Anderson (RESIDENT EVIL).

Para ouvir, é só procurar o CINE POEIRA no seu tocador de podcast favorito ou basta dar o play abaixo:

MANIAC COP no Cine Poeira

Esta semana, no podcast CINE POEIRA, a gente bateu um papo sobre o clássico cult oitentista MANIAC COP, de 1988. Dirigido por William Lustig e escrito por Larry Cohen, o filme é sobre um policial, que também é um maníaco assassino, vivido pelo lendário Robert Z’Dar, que vai transformar as ruas de Nova York num verdadeiro caos urbano! E vai ter que encarar pelo caminho umas figuras como Tom Atkins, Bruce Campbell, William Smith, Richard Roundtree e Laurene Landon. Um festival de violência, assassinatos e perseguições num filme imperdível.

O podcast pode ser ouvido na plataforma de sua preferência (Spotify, Anchor, Castbox, iTunes e diversos outros), basta buscar pelo Cine Poeira. Ou, se quiserem, é só dar o play no tocador abaixo. Espero que gostem.

CINE POEIRA S02E01: MATADOR DE ALGUEL (1989)

Estamos oficialmente de volta para a segunda temporada lá no CINE POEIRA! Depois de uma breve pausa, eu, Luiz Campos e o Osvaldo Neto retornamos às atividades para alegrar o coração do fiel ouvinte e amantes de cinema de gênero, de cinema badass, de chute na cara, tiro, porrada e bomba e uns filmes de horror e sci-fi de vez em quando.

E pra coroar este retorno, conversamos sobre um clássico definitivo entre os formadores de caráter: MATADOR DE ALUGUEL, vulgo ROAD HOUSE (1989), dirigido por Rowdy Herrington, um filme que nos ensina a viver. Pancadaria em bares, música boa, camaradagem, a dor não machuca, e o leão-de-chácara PHD em Filosofia mais badass da história do cinema, imortalizado por Patrick Swayze. Ainda no elenco, Kelly Lynch, Sam Elliot, Ben Gazzara e muito outros.

Escute agora mesmo este primeiro episódio da segunda temporada do CINE POEIRA aqui mesmo no blog:

Ou escolha o seu tocador de podcast favorito:

ANCHOR
SPOTIFY
APPLE PODCASTS

CASTBOX
GOOGLE PODCASTS
RADIO PUBLIC
POCKET CASTS
BREAKER

E não deixem de seguir o CINE POEIRA no FACEBOOK e INSTAGRAM.

CPC-UMES FILMES – OUTRO LANÇAMENTO DE SETEMBRO

Além do lançamento em Blu-Ray de GUERRA E PAZ este mês, a CPC-UMES Filmes está lançando ainda em setembro, em DVD, o filme ELES LUTARAM PELA PÁTRIA, de 1975, também do diretor Serguei Bondarchuk, cujo centenário se completa em 25/09.

Baseado em romance do Nobel de Literatura Mikhail Sholokhov e indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes, o longa reconstitui os três dias de retirada de um regimento do Exército Vermelho em direção à Stalingrado, em julho de 1942, sob a ótica de três soldados de origens diferentes: um engenheiro agrônomo, um mecânico e um mineiro. 

ELES LUTARAM PELA PÁTRIA já está em pré-venda no site da CPC-UMES FILMES (clique aqui para acessar) e em breve estará também nos sites das lojas parceiras da distribuidora. Não deixe de seguir a CPC-UMES FILMES nas redes, Facebook e Instagram, para ficar sabendo de todas as novidades e os seus próximos lançamentos em DVD e Blu-Ray.

CPC-UMES FILMES – LANÇAMENTO DE SETEMBRO

Em comemoração ao centenário do diretor Serguei Bondarchuk, o lançamento da CPC-UMES FILMES em setembro está mais do que especial. Será GUERRA E PAZ, que Bondarchuk dirigiu em 1966, considerada a mais fiel adaptação cinematográfica do clássico de Liev Tolstoi.

E a coisa só melhora: a edição terá dois discos de blu-ray (ambos de 50Gb, dupla camada), a partir da matriz cuidadosamente restaurada pelo Estúdio Mosfilm em 2017, com traduções e legendas direto do russo, Embalado em luva com acabamento especial, quatro cards, um pôster e todas as quatro partes que formam este épico do cinema soviético (lançados entre 66 e 67), num total de mais de 7 horas de pura maravilha cinematográfica.

DISCO I
Guerra e Paz I – Andrei Bolkonsky (146 min.)
Em 1805, o príncipe Andrei Bolkonsky alista-se no Exército Russo. Gravemente ferido na Batalha de Austerlitz, onde os seus são esmagados, o príncipe é erroneamente dado como morto. Pierre Bezukhov, filho bastardo de um dos homens mais ricos do país, é apresentado à alta sociedade.

Guerra e Paz II – Natasha Rostova (97 min.)
A segunda parte da adaptação do romance de Liev Tolstoi ocorre no ano de 1809. Andrei Bolkonsky se apaixona por Natasha Rostova, e a pede em casamento. Seu pai, o Conde Rostov, pede, porém, que aguardem o retorno do príncipe de uma viagem. Nesse interim, Natasha conhece Anatol Kuraguin, e os dois acabam se envolvendo. Bolkonsky descobre o romance e anuncia o fim do noivado. Bezukhov declara seu amor por Rostova enquanto tenta consolá-la.

DISCO II
Guerra e Paz III – O Ano de 1812 (81 min.)

O exército de Napoleão invade a Rússia em 1812. Pierre Bezukhov acompanha a preparação para o iminente confronto. Ele se voluntaria para a artilharia na Batalha de Borodino, maior cena de guerra já filmada, que contou com 300 atores, 120 mil figurantes e o uso de 200 canhões e 100 mil fuzis. A unidade de Bolkonsky espera na reserva durante o conflito, e o príncipe é atingido por estilhaços de um tiro de canhão. À medida que presenciamos a guerra em toda a sua crueza, ressalta-se o repúdio de Tolstoi ao que o próprio escritor descreve como “o contrário da lógica da razão e da natureza humanas”.

Guerra e Paz IV – Pierre Bezukhov (96 min.)
O Exército de Napoleão avança pelo território russo. Mas a evolução se mostra infrutífera pela efetividade da tática de “terra arrasada” do Exército Russo, sob o comando do marechal Mikhail Kutuzov, que não poupa Moscou, incendiando a cidade para que os invasores não encontrem “nem abrigo, nem suprimentos”. Enquanto Moscou arde, os Rostovs se retiram e no caminho levam vários soldados feridos, entre eles Bolkonsky. Pierre Bezukhov permanece na cidade. Os franceses são derrotados na Batalha de Krasny, e iniciam o longo percurso de volta, acossados pelas tropas russas.

SOBRE O DIRETOR SERGUEI BONDARCHUK
Nasceu na Ucrânia. Depois de combater na Segunda Guerra com o Exército Soviético, concluiu seus estudos na Universidade Estatal Russa de Cinematografia (VGIK), na oficina de Serguei Gerasimov e Tamara Makarova, em 1948. A partir de então trabalhou como ator no Estúdio Mosfilm, debutando em um papel secundário no filme A JOVEM GUARDA, dirigido pelo próprio Serguei Gerasimov. Em 1951 protagonizou o drama CAVALEIRO DA ESTRELA DE OURO dirigido por Yuly Raizman. Em 1955 interpretou o papel principal em uma adaptação de OTELO, de Shakespeare, dirigida por Serguei Yutkevich. Em 1959 estreou na direção em O DESTINO DE UM HOMEM. Do seu trabalho como diretor destacam-se ainda GUERRA E PAZ (1966-67), ELES LUTARAM PELA PÁTRIA (1975), sobre a Batalha de Stalingrado; e a adaptação da obra de Aleksandr Pushkin, BORIS GODUNOV, que protagonizou e dirigiu em 1987. Seu último trabalho foi O DON TRANQUILO (1992), série de TV que realizou com seu filho, Fyodor. Foi distinguido com o título de Artista Popular da URSS em 1952, com o Prêmio Stalin também em 1952, e como Herói do Trabalho Socialista em 1980.


O lançamento de GUERRA E PAZ será em 25/09/20, mas a edição já está em pré-venda no site da CPC-UMES FILMES (clique aqui para acessar) e em breve estará também nos sites das lojas parceiras da distribuidora. Não deixe de seguir a CPC-UMES FILMES nas redes, Facebook e Instagram, para ficar sabendo de todas as novidades e os seus próximos lançamentos em DVD e Blu-Ray.

CINE POEIRA – EPISÓDIO 12

Steve McQueen e Sam Peckinpah não imaginavam que um singelo filme de assalto, feito unicamente para servir de veículo ao astro McQueen, seria tão influente quando uniram forças para fazer OS IMPLACÁVEIS (The Getaway, 1972). No programa desta semana, comentamos sobre esse clássico do cinema policial lançado nos anos 70, a década que abalou as estruturas do gênero.

Ouça o novo episódio do CINE POEIRA:

Ou escolha o seu tocador de podcast favorito:

ANCHOR
SPOTIFY
APPLE PODCASTS

CASTBOX
GOOGLE PODCASTS
RADIO PUBLIC
POCKET CASTS
BREAKER

E não deixem de seguir o CINE POEIRA no FACEBOOK e INSTAGRAM.

CINE POEIRA – EPISÓDIO 11

No CINE POEIRA desta semana, comentamos sobre O HOMEM SEM SOMBRA (Hollow Man), subestimado título na filmografia do famoso diretor holandês, Paul Verhoeven. Até o presente momento, foi seu último projeto bancado por um grande estúdio de Hollywood. Estrelado por Elizabeth Shue e Kevin Bacon, este thriller sci-fi conta com um trabalho de efeitos especiais que continua a impressionar mesmo após os seus 20 anos de lançamento.

Ouça o novo episódio por aqui mesmo:

Ou escolha o seu tocador de podcast favorito:

ANCHOR
SPOTIFY
APPLE PODCASTS

CASTBOX
GOOGLE PODCASTS
RADIO PUBLIC
POCKET CASTS
BREAKER

E não deixem de seguir o CINE POEIRA no FACEBOOK e INSTAGRAM.

CINE POEIRA – EPISÓDIO 10

Antes que eu me esqueça, o episódio dessa semana no Cine Poeira foi o resgate de nada mais, nada menos que o clássico badass noventista CON AIR: A ROTA DA FUGA (1997), longa de estreia do diretor Simon West. Uma pequena joia do cinema de ação estrelada pelas feras Nicolas Cage, John Malkovich e John Cusack!

Ouça o episódio apertando o play aqui mesmo:

Ou escolha o seu tocador de podcast favorito:

ANCHOR
SPOTIFY
APPLE PODCASTS

CASTBOX
GOOGLE PODCASTS
RADIO PUBLIC
POCKET CASTS
BREAKER

E não deixem de seguir o CINE POEIRA no FACEBOOK e INSTAGRAM.

CINE POEIRA – EPISÓDIO 09

O programa desta semana do Cine Poeira celebra o diretor que nos entregou alguns dos melhores filmes dos anos 80: JOHN LANDIS. O trio de comentaristas se debruça sobre UM ROMANCE MUITO PERIGOSO (Into the Night, 1985) com Jeff Goldblum, Michelle Pfeiffer e um elenco repleto de figuras conhecidas e vários outros diretores de cinema.

Ouça o episódio aqui no blog:

Ou no seu tocador de podcast favorito:

ANCHOR
SPOTIFY
APPLE PODCASTS

CASTBOX
GOOGLE PODCASTS
RADIO PUBLIC
POCKET CASTS
BREAKER

E não deixem de seguir o CINE POEIRA no FACEBOOK e INSTAGRAM.

CINE POEIRA – EPISÓDIO 08

CLÁSSICO dos bons e velhos tempos do VHS, PASSAGEIRO 57 (1992), de Kevin Hooks, continua divertidíssimo.

No programa desta semana, o trio de comentaristas fala sobre esse grande exemplar do cinema de ação noventista que transformou Wesley Snipes em um astro do gênero.

Confiram o papo aqui mesmo no blog:

Ou por qualquer uma de suas plataformas favoritas. Estamos em:
ANCHOR
SPOTIFY
APPLE PODCASTS

CASTBOX
GOOGLE PODCASTS
RADIO PUBLIC
POCKET CASTS
BREAKER

E não deixem de seguir o CINE POEIRA no FACEBOOK e INSTAGRAM.

CPC-UMES FILMES – LANÇAMENTO DE AGOSTO

O lançamento de agosto/2020 da CPC-UMES FILMES é o drama ESTAÇÃO BIELORRÚSSIA, de 1971, dirigido por Andrei Smirnov. Em DVD.  

SINOPSE: Os heróis do filme se separam na Estação Bielorrússia no verão de 1945, quando lá chegou o primeiro trem para os soldados voltarem aos seus lares depois da vitória na 2ª Guerra Mundial. No final dos anos 60, depois de 25 anos sem se verem, os veteranos da guerra contra o fascismo se encontram no funeral de um ex-camarada de armas que permanecera no exército.

Muitas mudanças aconteceram na vida de cada um deles, mas os amigos conservaram os sentimentos de irmandade, solidariedade e humanidade que desenvolveram no front. Antes de retornarem às suas rotinas, vivem um dia repleto de recordações e situações inesperadas.

SOBRE O DIRETOR ANDREI SMIRNOV: Nascido em 1941, em Moscou, Andrei Smirnov concluiu, em 1962, o curso de Direção na Universidade Estatal de Cinematografia (VGIK). Em 1964 dirigiu seu primeiro longa-metragem, o drama bélico UM PALMO DE TERRA, ambientado durante a 2ª Guerra Mundial. Em 1971 lançou o drama ESTAÇÃO BIELORRÚSSIA. Em 1974 dirigiu outro drama, OUTONO. Em 1979 realizou EM CORPO E ALMA, e em 2011 dirigiu seu último filme até hoje, ERA UMA VEZ UMA MULHER.

Paralelamente à carreira de diretor, Smirnov teve um trabalho expressivo como ator. Em 2000 protagonizou o drama O DIÁRIO DE SUA ESPOSA, sobre a vida do escritor Ivan Bunin, dirigido por Aleksei Uchitel, e pelo qual obteria o prêmio Nika de melhor ator em 2001. Em 2011 interpretou um dos protagonistas do drama ELENA, realizado por Andrei Zvyagintsev. Entre outros reconhecimentos, foi distinguido em 2003 como Artista do Povo da Federação Russa.

A data de lançamento de ESTAÇÃO BIELORRÚSSIA está prevista para o dia 24/08/2020. O DVD de ESTAÇÃO já está em pré-venda na loja virtual da CPC-UMES FILMES e em breve estará nos sites dos revendedores também. 

Não deixe de seguir a CPC-UMES FILMES nas redes sociais, no Facebook e Instagram, para ficar sabendo de todas as novidades e os seus próximos lançamentos.

CINE POEIRA – EPISÓDIO 07

No episódio desta semana do podcast CINE POEIRA , conversamos sobre PERIGO: DIABOLIK!, de Mario Bava.

O longa, adaptado dos quadrinhos de Angela e Luciana Giussani,  passou a ter um lugar de carinho entre os admiradores do cinema ‘pop‘ e ‘cult‘ europeu dos anos 60, assim como o elenco e seu diretor, que estava em um momento bem inspirado.

Homenageamos também o compositor Ennio Morricone (1928-2020), que entregou para o filme mais uma de suas várias trilhas sublimes e inesquecíveis.

O episódio pode ser ouvido aqui mesmo no blog:

Ou no tocador de sua preferencia:
ANCHOR
SPOTIFY
APPLE PODCASTS

CASTBOX
GOOGLE PODCASTS
RADIO PUBLIC
POCKET CASTS
BREAKER

E não deixem de seguir o CINE POEIRA no FACEBOOK e INSTAGRAM.

PODCAST CINE POEIRA – EPISÓDIO 06

No episódio desta semana do podcast CINE POEIRA, homenageamos o diretor Joel Schumacher ao falar de OS GAROTOS PERDIDOS, um pequeno clássico oitentista estrelado por Jason Patric, Kiefer Sutherland, os dois Coreys (Haim/Feldman) e Dianne Wiest. Deu o que falar!

Já comentei sobre OS GAROTOS PERDIDOS aqui no blog. Para ler, clique aqui.

E confiram o papo que rolou no CINE POEIRA aqui mesmo no blog:

Ou através de sua plataforma de podcasts favorita:

ANCHOR
SPOTIFY
APPLE PODCASTS

CASTBOX
GOOGLE PODCASTS
RADIO PUBLIC
POCKET CASTS
BREAKER

E não deixem de seguir o CINE POEIRA no FACEBOOK e INSTAGRAM.