ALGUMAS DESCOBERTAS E REVISÕES

STEAMBOAT ROUND THE BEND (1935); de John Ford

Nunca tinha visto esse do Ford. O filme já seria uma maravilha de qualquer maneira, uma comédia cheia de personagens fascinantes e uma trama encantadora, mas aí vem o final, uma corrida maluca de barcos engraçadíssima e cheia de simbolismos – para ganhar velocidade, os tripulantes do barco jogam todas as estátuas de cera do museu no forno, figuras representativas da história americana, porque todos os símbolos e mitos devem ser eventualmente destruídos para progredir. Um dos momentos mais divertidos e geniais da carreira de Ford. E mais uma bela parceria com o ator Will Rogers.

O PRISIONEIRO DA ILHA DOS TUBARÕES (1936); de John Ford

Mais um Ford que vejo pela primeira vez. Baseado numa história real, o filme conta a fascinante aventura do Dr. Mudd (Warner Baxter), que numa certa noite teria sido melhor não ter ajudado a tratar a perna de um homem. Acontece que o homem é John Wilkes Booth, que havia acabado de assassinar o presidente Lincoln. No dia seguinte os Yankees decidem prender todos os homens que haviam entrado em contato com o fugitivo. Após um julgamento unilateral, o Dr. Mudd escapa por pouco da forca, mas é transferido para uma ilha prisão cujas águas que cercam o local são infestadas por tubarões. Na segunda parte do filme temos uma tentativa de fuga e a possibilidade de redenção desse personagem tipicamente fordiano. Baxter provavelmente tem a melhor atuação da carreira e o filme é lindamente fotografado por Bert Glennon, que continuaria a trabalhar com Ford. A trama tem várias alternâncias de tom nessa jornada, tudo se desenrola muito rapidamente, mas ainda há alguns ótimos momentos visuais fordianos, como toda a sequência da fuga; ou o fechamento lento das portas em Fort Jefferson enquanto um corneteiro entoa o toque de recolher no centro da tela; ou o véu que desce sobre o rosto de Lincoln – uma expressão puramente visual do fechamento emocionante de um capítulo da história americana e que sempre interessou muito à Ford. Poético em sua simplicidade.

CLUB HAVANA (1945); de Edgar G. ULmer

Peter Bogdanovich: Bem, e Club Havana (1945)?
Edgar G. Ulmer: Adorei fazer – Adorei! Não tinha roteiro – de novo, fiz um Rossellini. Era um filme que eu não ia realizar; quem ia trabalhar nele eram Russell Rouse e Clarence Greene. Fromkess tinha contratado uma equipe inteira e tudo o mais, mas jogou o roteiro fora uma semana antes de começarmos a filmar. Ele me chamou e disse: “Ok, você diz que consegue fazer as coisas – filme sem roteiro – invente-o”. Assim arranjei alguns atores. Eu só dispunha de uma página – um esboço. Schüfftan também trabalhou nesse filme pra mim. Realmente me diverti com esse – todo o filme foi filmado num só set. Conseguimos um sucesso musical e tanto com aquilo: foi a primeira vez que se usou “Tico-tico”.

PB: Qual era o desafio? Apenas fazer alguma coisa?
EGU: Não! Fazer algo especial – fazer Grand Hotel (1932) num só lugar.

PB: Club Havana foi o Grand Hotel da PRC?
EGU: Sim.

Coisa linda isso aqui. No decorrer de uma hora, num único ambiente, dramas, mistérios, paixões humanas são resolvidos em meio as músicas “Bésame mucho” de Consuelo Velázquez e “Tico-Tico, no Fubá” de Zequínha de Abreu, enquanto Ulmer conduz tudo com a sua maestria habitual.

CURVA DO DESTINO (DETOUR, 1945); de Edgar G. Ulmer

Mais um filme do Ulmer. Já fazia uns vinte anos que não revia e a única coisa que eu lembrava era da personagem de Ann Savage, excelente como uma das mais devastadoras femme fatales do cinema noir. O filme continua uma belezura, filmado em seis dias, com orçamento risível, mas transbordando de pulsão criativa, uma intensidade absurda e sequências icônicas. Ficção pulp em sua forma mais visceral.

THE BLUE GARDENIA (1953); de Fritz Lang

Lang dizia que os seus filmes conseguiam permanecer atuais porque tratavam de temas universais, que não ficavam datados. THE BLUE GARDENIA pode não ser dos seus melhores trabalhos, mas é um bom exemplo que se encaixa nessa descrição; aborda uns tropos cabeludos como abuso sexual em situações em que a mulher se encontra embriagada e as consequências de um possível assassinato em legítima defesa, tudo filmado com a inteligência e maestria habitual do alemão…

Mas a habilidade de Lang aflora sobretudo na primeira metade, na maneira como conduz diálogos casuais, interações entre as personagens (o trio feminino central é maravilhoso, Lang deveria ter feito mais filmes sobre esse universo) e os indícios da angústia que está por vir. A tensão aumenta ainda mais quando o assassinato entra em cena. Uma pena que dá uma caída na reta final, com um desfecho bem bobo, provavelmente por imposição do estúdio, mas que não apaga o belo filme que vem antes.

MOST DANGEROUS MAN ALIVE (1961); de Allan Dwan

A premissa lembra uma história de origem de algum super-herói clássico, com o protagonista ganhando “super poderes” à partir da exposição da radiação de um teste de bomba atômica, mas ao invés de um herói padrão, o sujeito tá fadado a um destino mais apocalíptico. O roteiro é meio amalucado e é incrível como Dwan se mantém fiel ao seu estilo, filma bem pra burro, sem firula, simples, seco, com uma economia de fazer inveja, mas ao mesmo tempo criativo. Sempre existe um ou mais momentos de gênio, tudo com orçamento minúsculo, e extrai ao máximo dos personagens/atores, sobretudo quando estão envoltos por sombras.

WITCH HUNTER (1994); de Paul Schrader

Dos poucos filmes do Schrader que ainda me faltava. Produção pra TV, da HBO, sequência de um outro filmeco com o mesmo personagem, o detetive particular Phil Lovecraft (Fred Ward no primeiro e Dennis Hopper neste aqui), a trama é basicamente um (neo) noir, mas que se passa numa Hollywood de universo alternativo nos anos 1950, onde a bruxaria e magia é uma realidade comum e as autoridades são contra seu uso. Uma comissão é formada por um senador republicano (Eric Bogosian) pra descobrir usuários de magia, enquanto o tal detetive Lovecraft investiga o assassinato de um executivo de estúdio. Difícil não pensar no Macarthismo, na paranoia anti-comunista do período, mas seriam coisas que tornariam o filme mais profundo do que realmente é… A trama é no máximo divertida, acompanhar Dennis Hopper pagando de detetive nunca é tempo jogado fora, e tem seus momentos mais imaginativos pra mostrar esse universo de magia, cujos elementos mais memoráveis são os efeitos especiais, um CGI arcaico mas que tem seu charme pra um filme de TV dos anos 90. Filminho bacana e só. 

E tem uma participação bem legal do Julian Sands (RIP).

ALLUDA MAJAKA! (1995); de  E.V.V. Satyanarayana

Olha a que ponto cheguei com o vício em cinema indiano… Este é o tal filme que possui a famigerada cena que virou meme no youtube nos anos 2000, quando se brincava muito com os exageros dos filmes de ação indianos, onde um sujeito desliza com um cavalo por debaixo de um caminhão… E acreditem, talvez isso nem seja a coisa mais absurda que tenha por aqui. ALLUDA MAJAKA! é um festival de sandices, um masala insano, muito divertido e com o Chiranjeevi inspirado, fazendo o papel mais safado que já vi, dando tapa na bunda das moças, tirando o biquini delas dentro de um lago, e com muita energia nas partes dramáticas, nas danças e nas sequências de luta, que são ótimas. A trama perde um pouco a força na segunda metade, com uma brincadeira de disfarces e uma enrolação com as situações e o excesso de personagens, mas a presença de Chiranjeevi mantém as coisas vivas por todo tempo que fosse necessário… O sujeito é um fenômeno e já demonstrava perfil de herói telugo das massas há mais tempo do que eu imaginava.

FEDERAL PROTECTION (2002); de Anthony Hickox

Perdemos o grande diretor Anthony Hickox recentemente. E aí fui rever isso aqui. A trama não é particularmente emocionante, mas homem sabia como revestir tudo numa lógica neonoir pulp que eu não resisto, bem divertida de acompanhar, nem que para isso tenha que sacrificar a história central inicial – mafioso em proteção federal após ser testemunha contra seus antigos companheiros corre o risco de ser descoberto – pra criar um plot dentro do filme com a personagem da Dina Meyer, que acaba roubando a cena pra si – a sequência no quarto do hotel, com ela vestida de dominatrix e perfurando a testa de um sujeito com o salto do sapato é um dos ápices do cinema de Hickox. Desses momentos geniais que vez ou outra aparecem em pequenos thrillers B, sobretudo se forem dirigidos por um mestre do calibre de Hickox (uma pena que poucos vão realmente alçá-lo a essa condição). No mais, temos a figura de Armand Assante pagando de fodão, boas sequências de ação e tiroteios e um humor que beira o absurdo de vez em quando. R.I.P. Hickox.

CAÇADO (2003); de William Friedkin

Revi isso aqui pra gravar um episódio do Cine Poeira (que já está no ar, inclusive). De vez em quando acontece dessas, um diretor veterano precisa chegar e mostrar como fazer as coisas direito. Não sou do tipo ranzinza nostálgico reclamão (confesso que já fui), mas no início dos anos 2000 o cinema de ação em Hollywood andava bem capenga. E aí o Friedkin chega com CAÇADO e mostra como se faz. Não que não tivéssemos bons filmes de ação no período, mas Friedkin desafia e subverte as tendências dos anos 2000, em 90 minutos cria um exercício minimalista, basicamente uma caçada humana, sem excessos, sem gordura, pontuada por alguns dos combates de facas dos mais violentos e bem filmados da história do cinema. Sério, os enquadramentos de Tommy Lee Jones e Benício Del Toro (um dueto excepcional aqui) com uma câmera nervosa e a forma como tudo é montado é praticamente uma aula de cinema. Basta ver CAÇADO pra perceber a diferença entre o verdadeiro corte cinematográfico e a punhalada de video clip que tomou conta dos filmes de ação em Hollywood no período. Filmaço demais! O último filme gigante de um dos maiores diretores americanos que tivemos. 

RIO GRANDE (1950)

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RIO GRANDE fecha a “Trilogia da Cavalaria” de John Ford, formada por outros dois filmes que já comentei por aqui: SANGUE DE HERÓIS (1948) e LEGIÃO INVENCÍVEL (1949). Todos estrelados por John Wayne. Aliás, Wayne reprisa o mesmo personagem do filme de 48, Kirby York, um tenente da cavalaria dos Estados Unidos, que dirige um posto na luta contra os Apaches ao redor do Rio Grande, que faz a fronteira entre EUA e México.

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Em meio às tensões da guerra contra os índios, o filho de York de 16 anos, Jeff, o qual ele não via desde que era um bebê, aparece no posto como um dos novos recrutas. O que dá uma balançada no duro coração do sujeito, dividido entre a devoção e o dever de um Tenente e o desejo proibido de se reaproximar do filho. E as coisas ficam ainda mais complicadas quando a ex-mulher de York, Kathleen (Maureen O’hara), retorna para levar seu filho para casa.

O argumento de RIO GRANDE é muitas vezes apontado como uma metáfora do conflito na Coreia que rolava na época (Ford até viria a fazer um documentário sobre o tema pouco depois, chamado THIS IS KOREA!) e acaba sendo, dos filmes da trilogia, o que lida mais diretamente com a ação, com sequências de batalhas, ataques dos índios, no tom de aventura e diversão.

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As sequências do ataque noturno ao acampamento e, depois, à caravana são desses momentos primorosos que demonstram a genialidade de Ford em filmar cenas de ação. Mas assim como os filmes anteriores (na verdade, toda a filmografia de Ford), a ação acaba sendo bem menos importante do que outras possibilidades que parecem interessar ao diretor, como a relação de York com seu filho e principalmente de York com sua ex-mulher, um retrato maduro de um casal que se ama em silêncio, mas que já não pode viver sua união.

E aí Ford deita e rola nessa situação, com alguns dos momentos mais tocantes do filme. Gosto especialmente da sequência da serenata, os soldados cantando “I Will Take You Home, Kathleen“… de deixar qualquer um marmanjo com os olhos marejados. Ou a cena em que York lasca um beijo desajeitado em Kathleen dentro de sua tenda, e logo depois pede desculpas…

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Alguns personagens secundários também se destacam, como Tyree, vivido por Ben Johnson, um procurado pelos xerifes da região que acabou se alistando, mas por ser um ás na montaria e com um revolver na mão, acaba ganhando as graças de York. E quando o sujeito salva Jeff das mãos dos índios, abatendo três de forma ágil, percebe-se que o sujeito não tá para brincadeiras. É um dos pontos altos das sequências de ação em RIO GRANDE. No elenco, ainda temos Harry Carey Jr. e o habitual colaborador de Ford, Victor McLaglen, sempre fazendo o alívio cômico.

A fotografia que retorna ao preto e branco por aqui – depois de Ford realizar uma pintura cromática em LEGIÃO INVENCÍVEL – é tão bela quanto a de SANGUE DE HERÓIS e reforça as palavras do crítico de cinema Tag Gallagher, talvez o maior especialista em Ford, de que RIO GRANDE seja o básico do básico do diretor – tão óbvio tecnicamente, mas tão bem sucedido, tão essencial dentro de uma filmografia autoral como a de Ford, que talvez seja um dos melhores exemplares de inicialização, ou seja, para ter um contato inicial com a obra do diretor.

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RIO GRANDE está disponível no Brasil em DVD pela Classicline.

SANGUE DE HERÓIS (Fort Apache, 1948); Classicline

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SANGUE DE HERÓIS é o primeiro filme da “trilogia da cavalaria” de John Ford – o segundo eu já comentei por aqui, LEGIÃO INVENCÍVEL – e é mais um dos grandes westerns do diretor e que veio em boa hora na sua carreira. Ford vinha de um desastre comercial com o belíssimo DOMÍNIO DOS BÁRBAROS, um de seus filmes mais intimistas, mas que o público não recebeu muito bem, e precisava agora desesperadamente de algum material que fosse resultar num sucesso comercial. E foi SANGUE DE HERÓIS que colocou Ford de volta ao topo.

Na trama, o tenente-coronel Owen Thursday (Henry Fonda) é um ilustre oficial da Guerra Civil que acaba tendo que assumir um posto em tempos de paz que não é lá muito da sua vontade. Para ser sincero, Thursday considera sua nomeação como o novo oficial comandante do Fort Apache, no Território do Arizona, como um insulto e deixa isso bem claro à todos ao seu redor.

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O território vive em problemas com os Apaches, cujo líder, Cochise, desenterrou a machadinha de guerra e leva seus guerreiros ao longo da fronteira com o México em protesto contra a corrupção de um agente indígena local que está mais interessado em vender uísque do que cobertores e comida decente. Como Thursday está ansioso para encontrar alguma maneira de conquistar a glória e sair daquele território o mais rápido possível, a missão de trazer Cochise e seu povo de volta à reserva o atrai.

Só que Thursday acaba se demonstrando um cabeça dura arrogante e um péssimo líder. Thursday não sabe nada sobre os Apaches e não está disposto a seguir o conselho de oficiais experientes, como por exemplo o Capitão Kirby York (John Wayne), e todos seus atos anunciam uma inevitável tragédia que se aproxima. Continue lendo

DVD REVIEW: LEGIÃO INVENCÍVEL (She Wore a Yellow Ribbon, 1949); Classicline

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No final dos anos 40 o diretor John Ford iniciara uma espécie de trilogia que celebrava as proezas da cavalaria do exército americano no imaginário do velho oeste. Ficou conhecida como a Trilogia da Cavalaria, todos estrelados por John Wayne. Começa em 1948 com SANGUE DE HERÓIS (1948) e terminava dois anos depois com RIO GRANDE (1950). Mas o mais peculiar dos três episódios só podia ser a peça do meio, LEGIÃO INVENCÍVEL, que assisti recentemente num belíssimo DVD lançado pela Classicline.

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Por que o mais peculiar? Primeiro, é preciso destacar a presença de Wayne, que foi o principal ator colaborador da carreira de Ford. Até esta altura, o diretor o utilizava como o habitual bravo cowboy icônico do faroeste americano, papéis que exigiam mais a presença física de Wayne do que uma construção mais profunda de seus personagens. Quando precisava de algo mais complexo, recorria a atores que julgava mais talentosos dramaticamente, como Henry Fonda em A MOCIDADE DE LINCOLN e PAIXÃO DOS FORTES. Continue lendo

TOP 10 JOHN FORD

Hoje completa 122 anos do nascimento do grande mestre John Ford e por isso vamos de top 10 mesmo com os meus favoritos do homem:

stagecoach10. NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS (Stagecoach, 1939)

green09. COMO ERA VERDE MEU VALE (How Green Was my Valley, 1941)

wagon08. WAGON MASTER (1950)

clementine07. MY DARLING CLEMENTINE (1946)

grapes06. AS VINHAS DA IRA (The Grapes of Wrath, 1940)

lincoln05. A MOCIDADE DE LINCOLN (Young Mr. Lincoln, 1939)

the quiet one04. DEPOIS DO VENDAVAL (The Quiet Man, 1952)

donovans03. OS AVENTUREIROS DO PACÍFICO (Donovan’s Reef, 1963)

lvalance02. O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA (The Man who Shot Liberty Valance, 1962)

07_the_searchers__Blu-ray01. RASTROS DE ÓDIO (The Searchers, 1956)

HOJE TEM!

A rede de cinemas Cinemark está com uma bela iniciativa, tem lançado alguns clássicos restaurados em suas salas e já nos deu a oportunidade de rever alguns exemplares como CASABLANCA, de Michael Curtiz, e PSICOSE, de Alfred Hitchcock, em alta definição. Mas agora a coisa ficou séria e atualmente encontra-se em cartaz RASTROS DE ÓDIO, uma das grandes obras-primas de John Ford. Já perdi as contas de quantas vezes revi, na TV, em DVD, mas não dá pra perder agora na tela grande. Continue lendo