THE BLACK CAT (1934)

Venha, Vitus, somos homens ou somos crianças? De que servem todos esses gestos melodramáticos? Você diz que sua alma foi morta e que esteve morto todos esses anos. E eu? Não morremos ambos aqui em Marmorus há quinze anos? Não somos igualmente vítimas da guerra do que aqueles cujos corpos foram despedaçados? Não somos ambos os mortos vivos?

THE BLACK CAT era uma ideia que circulava pela Universal há algum tempo quando finalmente Edgar G. Ulmer e Peter Ruric criaram um roteiro que foi considerado aceitável e receberam sinal verde. O filme foi lançado no meio de 1934 e recebeu críticas não muito agradáveis dos especialistas, mas o público não se importou e acabou se tornando o maior sucesso da Universal naquele ano.

Um detalhe óbvio contribuiu pra isso: o fato de ser o primeiro filme a reunir os dois grandes ícones do horror da Universal, Boris Karloff e Bela Lugosi, que ainda estavam quentes no período após o sucesso de FRANKENSTEIN e DRÁCULA.

Mas não foi só isso. O orçamento de THE BLACK CAT era modesto em comparação com alguns dos outros primeiros filmes de terror da Universal, mas Ulmer sempre foi um diretor rápido e eficiente e tirou o máximo proveito do orçamento entregando um belo filme de horror. Tinha o nome atrativo do escritor e poeta Edgar Allan Poe recebendo destaque na publicidade do filme, mesmo que a história filmada não tenha lá grandes conexões com nada que Poe tenha escrito (embora capture um pouco do seu espírito). E para além de tudo, o filme ainda apresenta várias delícias sinistras e inesperadas para uma produção de 1934, incluindo tortura, necrofilia, culto satânico e a mansão do vilão mais modernista que o cinema tinha visto até então.

E aí acabou que THE BLACK CAT é essa uma obra única, original e bem controversa daquele período que precisava ter mais reconhecimento nos dias de hoje, merece ser visto especialmente pra quem curte o horror da universal e que ainda não assistiu aos exemplares fora do ciclo dos monstros clássicos. Um filme que representa os altos padrões de ousadia que a Universal conseguia alcançar antes do Código Hays ser firmemente estabelecido e a censura impedir que mais filmes como esse fossem feito por algumas décadas.

Na trama, um jovem casal americano, Peter Alison (David Manners) e sua esposa Joan (Julie Bishop),viajam pelo centro da Europa no Orient Express quando conhecem um distinto psiquiatra húngaro, Dr. Vitus Werdegast (Bela Lugosi), que está retornando à região – após uma ausência de muitos – anos para visitar um amigo… Que talvez não seja tão amigo assim.

Werdegast lhes conta que durante a Primeira Guerra Mundial ele se tornou prisioneiro depois que a fortaleza austro-húngara de Marmorus fora entregue ao inimigo, uma traição que custou a vida de milhares de homens. E ele acredita que o responsável por tal traição foi justamente seu “amigo”, Hjalmar Poelzig (Boris Karloff). Ele também culpa Poelzig pelas mortes de sua esposa e filha. Ou seja, Werdegast anda bem chateado nessa sua jornada…

Durante o trajeto, o ônibus em que Peter e Joan Alison e o Dr. Werdegast estão viajando sofre um acidente em uma estrada montanhosa durante uma chuva e o motorista acaba morrendo. Os passageiros sobrevivem, apesar de Joan ter se machucado, e seguem a pé até a casa de Poelzig, agora um renomado arquiteto e cuja mansão ultra-modernista foi construída sobre as ruínas da fortaleza de Marmorus, local que agora ele e Werdegast se envolverão num jogo perigoso, tendo Joan como aposta.

Basicamente, essa é toda a trama. Bem simples, uma hora de duração, mas THE BLACK CAT é o tipo de filme que menos se importa com a história e se baseia mais nos climas, na atmosfera, nas ideias absurdas, no visual impressionante dos cenários e nas atuações brilhantes. Todos esses elementos estão presentes em quantidade suficiente para cativar o público e garantir que ninguém fique choramingando.

Karloff conseguiu o papel mais interessante e sinistro por aqui, mas Lugosi tem uma performance tão soberba e mais cheia de nuances que não há perigo de ser ofuscado pelo rival. Embora a realidade dessa rivalidade provavelmente seja menos interessante do que era divulgado, sempre havia fundo de verdade. Lugosi teve muito sucesso com DRÁCULA, mas foi rapidamente ultrapassado por Karloff com FRANKENSTEIN, num papel que Lugosi notoriamente recusou. O fato de Karloff frequentemente receber papéis mais atrativos, enquanto Lugosi era frequentemente relegado a personagens secundários, só ajudou a alimentar as chamas da (alegada) animosidade entre os dois. O que torna THE BLACK CAT ainda mais fascinante. E ambos estão maravilhosos, no auge de suas performances.

Karloff está perfeito como o arquiteto satanista. Com sua tez pálida, características faciais angulares e olhar morto, ele se parece mais com um cadáver ambulante do que com um homem vivo. Embora comumente seja ensinado que não se deve julgar um livro pela capa, sua aparência reflete suas ações malignas. A postura erudita de Poelzig disfarça suas intenções sinistras.

Já Lugosi exibe uma certa versatilidade como o atormentado psiquiatra. Aparentemente seu personagem foi suavizado para tornar suas ações mais heroicas em contraste com Poelzig, mesmo que sua natureza seja tão sombria quanto a do seu rival. Mas fica a impressão de que mesmo amargurado por anos de encarceramento Werdegast teria perdido muito, mas não a sua humanidade. E Lugosi consegue transmitir essa dualidade com muito talento.

Os outros atores nem valem muito a pena ficar mencionando. Num determinado momento, o jovem Peter tenta se entrosar com Poelzig. O arquiteto desdenhoso pergunta a ele: “Você joga xadrez?”. O americano faz piada sobre jogar uma boa partida de pôquer e Poelzig responde com impaciência distante: “Bem, se não se importa, acho que vamos continuar com nosso jogo.” O que também poderia ser traduzido como “parceiro, se liga que estamos roubando a cena aqui, e você tá estragando o momento.

Mas também há muitas coisas para se admirar em THE BLACK CAT que vão além da presença desses gigantes do horror. A direção de arte, por exemplo. Que sacada brilhante ao mesmo tempo bizarra transformar “a velha casa sombria gótica” habitual do folclore dos contos de terror em um palácio modernista Art Déco! O visual da casa e dos interiores se mostra muito mais estranho e ameaçador do que os clichês visuais góticos. Sabe-se que Ulmer começou sua carreira no cinema como diretor de arte, e é o brilho e a extravagância decadente dos visuais que tornam isto aqui um dos grandes marcos do horror no período.

As imagens impressionantes proporcionam o acompanhamento perfeito para os temas ultrajantes, decadentes e bizarros com os quais o roteiro está repleto. Praticamente todo mal, perversão e forma de loucura que os roteiristas (e o público) puderam imaginar estão aqui, desde necrofilia até satanismo. Hjalmar Poelzig tem uma sala onde mantém sua coleção de cadáveres perfeitamente preservados, incluindo o da esposa do Dr. Werdegast. É uma ideia chocante, tornada ainda mais assustadora pela forma como é apresentada e que deve ter causado muita impressão para o público da época.

Detalhes como a acariciada de Poelzig numa estátua enquanto o jovem casal se beija ao fundo (acima) é um de tantos momentos em que uma sexualidade sombria e demente emerge. Há o olhar intenso e ardente que Poelzig fixa em Joan, que fica mais assustador quando ele revela que seu interesse é principalmente “espiritual” (ou seja, ele quer desmembrá-la em um rito luciferiano entre acólitos de smoking).

E há a maneira lasciva como o bom doutor amarra seu adversário a um suporte no final do filme, arrancando a camisa de Poelzig com fúria (Lugosi parece possuído ao sibilar: “Já viu um animal sendo esfolado vivo? É o que vou fazer com você!”). A reação quase indiferente de Karloff com o peito nu, como se ele estivesse silenciosamente aguardando uma dor que irá saborear, vende todo o ato como algum tipo de ritual bizarro e sádico, uma conclusão lógica da Missa Negra da noite que havia dado errado alguns minutos antes.

Edgar G. Ulmer não sabia na época, mas essa seria a primeira e última vez em sua carreira em que teria um orçamento generoso e os recursos de um grande estúdio lhe apoiando. Seu caso amoroso e subsequente casamento com a esposa do sobrinho do chefe da Universal, Carl Laemmle, o baniria para o mundo dos estúdios Poverty Row (as pequenas produtoras de filmes B de orçamento minúsculo da época). Mais tarde, Ulmer acabou se tornando um dos queridinho subestimados dos teóricos do autorismo no cinema, e seus filmes de baixo orçamento são levados muito a sério. O que acho justo. E este aqui é provavelmente seu melhor trabalho.

ALGUMAS DESCOBERTAS E REVISÕES

STEAMBOAT ROUND THE BEND (1935); de John Ford

Nunca tinha visto esse do Ford. O filme já seria uma maravilha de qualquer maneira, uma comédia cheia de personagens fascinantes e uma trama encantadora, mas aí vem o final, uma corrida maluca de barcos engraçadíssima e cheia de simbolismos – para ganhar velocidade, os tripulantes do barco jogam todas as estátuas de cera do museu no forno, figuras representativas da história americana, porque todos os símbolos e mitos devem ser eventualmente destruídos para progredir. Um dos momentos mais divertidos e geniais da carreira de Ford. E mais uma bela parceria com o ator Will Rogers.

O PRISIONEIRO DA ILHA DOS TUBARÕES (1936); de John Ford

Mais um Ford que vejo pela primeira vez. Baseado numa história real, o filme conta a fascinante aventura do Dr. Mudd (Warner Baxter), que numa certa noite teria sido melhor não ter ajudado a tratar a perna de um homem. Acontece que o homem é John Wilkes Booth, que havia acabado de assassinar o presidente Lincoln. No dia seguinte os Yankees decidem prender todos os homens que haviam entrado em contato com o fugitivo. Após um julgamento unilateral, o Dr. Mudd escapa por pouco da forca, mas é transferido para uma ilha prisão cujas águas que cercam o local são infestadas por tubarões. Na segunda parte do filme temos uma tentativa de fuga e a possibilidade de redenção desse personagem tipicamente fordiano. Baxter provavelmente tem a melhor atuação da carreira e o filme é lindamente fotografado por Bert Glennon, que continuaria a trabalhar com Ford. A trama tem várias alternâncias de tom nessa jornada, tudo se desenrola muito rapidamente, mas ainda há alguns ótimos momentos visuais fordianos, como toda a sequência da fuga; ou o fechamento lento das portas em Fort Jefferson enquanto um corneteiro entoa o toque de recolher no centro da tela; ou o véu que desce sobre o rosto de Lincoln – uma expressão puramente visual do fechamento emocionante de um capítulo da história americana e que sempre interessou muito à Ford. Poético em sua simplicidade.

CLUB HAVANA (1945); de Edgar G. ULmer

Peter Bogdanovich: Bem, e Club Havana (1945)?
Edgar G. Ulmer: Adorei fazer – Adorei! Não tinha roteiro – de novo, fiz um Rossellini. Era um filme que eu não ia realizar; quem ia trabalhar nele eram Russell Rouse e Clarence Greene. Fromkess tinha contratado uma equipe inteira e tudo o mais, mas jogou o roteiro fora uma semana antes de começarmos a filmar. Ele me chamou e disse: “Ok, você diz que consegue fazer as coisas – filme sem roteiro – invente-o”. Assim arranjei alguns atores. Eu só dispunha de uma página – um esboço. Schüfftan também trabalhou nesse filme pra mim. Realmente me diverti com esse – todo o filme foi filmado num só set. Conseguimos um sucesso musical e tanto com aquilo: foi a primeira vez que se usou “Tico-tico”.

PB: Qual era o desafio? Apenas fazer alguma coisa?
EGU: Não! Fazer algo especial – fazer Grand Hotel (1932) num só lugar.

PB: Club Havana foi o Grand Hotel da PRC?
EGU: Sim.

Coisa linda isso aqui. No decorrer de uma hora, num único ambiente, dramas, mistérios, paixões humanas são resolvidos em meio as músicas “Bésame mucho” de Consuelo Velázquez e “Tico-Tico, no Fubá” de Zequínha de Abreu, enquanto Ulmer conduz tudo com a sua maestria habitual.

CURVA DO DESTINO (DETOUR, 1945); de Edgar G. Ulmer

Mais um filme do Ulmer. Já fazia uns vinte anos que não revia e a única coisa que eu lembrava era da personagem de Ann Savage, excelente como uma das mais devastadoras femme fatales do cinema noir. O filme continua uma belezura, filmado em seis dias, com orçamento risível, mas transbordando de pulsão criativa, uma intensidade absurda e sequências icônicas. Ficção pulp em sua forma mais visceral.

THE BLUE GARDENIA (1953); de Fritz Lang

Lang dizia que os seus filmes conseguiam permanecer atuais porque tratavam de temas universais, que não ficavam datados. THE BLUE GARDENIA pode não ser dos seus melhores trabalhos, mas é um bom exemplo que se encaixa nessa descrição; aborda uns tropos cabeludos como abuso sexual em situações em que a mulher se encontra embriagada e as consequências de um possível assassinato em legítima defesa, tudo filmado com a inteligência e maestria habitual do alemão…

Mas a habilidade de Lang aflora sobretudo na primeira metade, na maneira como conduz diálogos casuais, interações entre as personagens (o trio feminino central é maravilhoso, Lang deveria ter feito mais filmes sobre esse universo) e os indícios da angústia que está por vir. A tensão aumenta ainda mais quando o assassinato entra em cena. Uma pena que dá uma caída na reta final, com um desfecho bem bobo, provavelmente por imposição do estúdio, mas que não apaga o belo filme que vem antes.

MOST DANGEROUS MAN ALIVE (1961); de Allan Dwan

A premissa lembra uma história de origem de algum super-herói clássico, com o protagonista ganhando “super poderes” à partir da exposição da radiação de um teste de bomba atômica, mas ao invés de um herói padrão, o sujeito tá fadado a um destino mais apocalíptico. O roteiro é meio amalucado e é incrível como Dwan se mantém fiel ao seu estilo, filma bem pra burro, sem firula, simples, seco, com uma economia de fazer inveja, mas ao mesmo tempo criativo. Sempre existe um ou mais momentos de gênio, tudo com orçamento minúsculo, e extrai ao máximo dos personagens/atores, sobretudo quando estão envoltos por sombras.

WITCH HUNTER (1994); de Paul Schrader

Dos poucos filmes do Schrader que ainda me faltava. Produção pra TV, da HBO, sequência de um outro filmeco com o mesmo personagem, o detetive particular Phil Lovecraft (Fred Ward no primeiro e Dennis Hopper neste aqui), a trama é basicamente um (neo) noir, mas que se passa numa Hollywood de universo alternativo nos anos 1950, onde a bruxaria e magia é uma realidade comum e as autoridades são contra seu uso. Uma comissão é formada por um senador republicano (Eric Bogosian) pra descobrir usuários de magia, enquanto o tal detetive Lovecraft investiga o assassinato de um executivo de estúdio. Difícil não pensar no Macarthismo, na paranoia anti-comunista do período, mas seriam coisas que tornariam o filme mais profundo do que realmente é… A trama é no máximo divertida, acompanhar Dennis Hopper pagando de detetive nunca é tempo jogado fora, e tem seus momentos mais imaginativos pra mostrar esse universo de magia, cujos elementos mais memoráveis são os efeitos especiais, um CGI arcaico mas que tem seu charme pra um filme de TV dos anos 90. Filminho bacana e só. 

E tem uma participação bem legal do Julian Sands (RIP).

ALLUDA MAJAKA! (1995); de  E.V.V. Satyanarayana

Olha a que ponto cheguei com o vício em cinema indiano… Este é o tal filme que possui a famigerada cena que virou meme no youtube nos anos 2000, quando se brincava muito com os exageros dos filmes de ação indianos, onde um sujeito desliza com um cavalo por debaixo de um caminhão… E acreditem, talvez isso nem seja a coisa mais absurda que tenha por aqui. ALLUDA MAJAKA! é um festival de sandices, um masala insano, muito divertido e com o Chiranjeevi inspirado, fazendo o papel mais safado que já vi, dando tapa na bunda das moças, tirando o biquini delas dentro de um lago, e com muita energia nas partes dramáticas, nas danças e nas sequências de luta, que são ótimas. A trama perde um pouco a força na segunda metade, com uma brincadeira de disfarces e uma enrolação com as situações e o excesso de personagens, mas a presença de Chiranjeevi mantém as coisas vivas por todo tempo que fosse necessário… O sujeito é um fenômeno e já demonstrava perfil de herói telugo das massas há mais tempo do que eu imaginava.

FEDERAL PROTECTION (2002); de Anthony Hickox

Perdemos o grande diretor Anthony Hickox recentemente. E aí fui rever isso aqui. A trama não é particularmente emocionante, mas homem sabia como revestir tudo numa lógica neonoir pulp que eu não resisto, bem divertida de acompanhar, nem que para isso tenha que sacrificar a história central inicial – mafioso em proteção federal após ser testemunha contra seus antigos companheiros corre o risco de ser descoberto – pra criar um plot dentro do filme com a personagem da Dina Meyer, que acaba roubando a cena pra si – a sequência no quarto do hotel, com ela vestida de dominatrix e perfurando a testa de um sujeito com o salto do sapato é um dos ápices do cinema de Hickox. Desses momentos geniais que vez ou outra aparecem em pequenos thrillers B, sobretudo se forem dirigidos por um mestre do calibre de Hickox (uma pena que poucos vão realmente alçá-lo a essa condição). No mais, temos a figura de Armand Assante pagando de fodão, boas sequências de ação e tiroteios e um humor que beira o absurdo de vez em quando. R.I.P. Hickox.

CAÇADO (2003); de William Friedkin

Revi isso aqui pra gravar um episódio do Cine Poeira (que já está no ar, inclusive). De vez em quando acontece dessas, um diretor veterano precisa chegar e mostrar como fazer as coisas direito. Não sou do tipo ranzinza nostálgico reclamão (confesso que já fui), mas no início dos anos 2000 o cinema de ação em Hollywood andava bem capenga. E aí o Friedkin chega com CAÇADO e mostra como se faz. Não que não tivéssemos bons filmes de ação no período, mas Friedkin desafia e subverte as tendências dos anos 2000, em 90 minutos cria um exercício minimalista, basicamente uma caçada humana, sem excessos, sem gordura, pontuada por alguns dos combates de facas dos mais violentos e bem filmados da história do cinema. Sério, os enquadramentos de Tommy Lee Jones e Benício Del Toro (um dueto excepcional aqui) com uma câmera nervosa e a forma como tudo é montado é praticamente uma aula de cinema. Basta ver CAÇADO pra perceber a diferença entre o verdadeiro corte cinematográfico e a punhalada de video clip que tomou conta dos filmes de ação em Hollywood no período. Filmaço demais! O último filme gigante de um dos maiores diretores americanos que tivemos.