PIRANHA (1978)

Na esteira de TUBARÃO, de Spielberg, a segunda metade dos anos 70 viu uma série de imitadores classe B invadirem os cinemas com filmes de animais selvagens assassinos, tanto pela água quanto por terra. PIRANHA é um desses exemplares, mas que possui um toque especial. Por que? Pra começar é produzido pelo Roger Corman. Querem outra boa razão? A direção é do Joe Dante. Ponto. Impossível não ser a melhor dessas “variações” do período.

Dante já havia se aventurado na direção antes, mas em parceria com outros pupilos do Corman, e trabalhava mais como editor para a New World Pictures, a produtora de Corman, quando foi escolhido para dirigir PIRANHA, desta vez sozinho. Sem muito dinheiro ou tempo, que era o habitual nas produções de Corman, Dante elaborou um pequeno e tenso thriller drive-in habilmente reforçado com um elenco regular de TV e filmes B. Um roteiro decente (que teve envolvimento de John Sayles, o que é mais um motivo pra esse filme ser especial), servindo de amplos elementos que os amantes desse tipo de material adora (umas pessoas com pouca roupa e um bocado de sangue), com uma pitada de reflexão social, mas sem se levar à sério, deixando o absurdo que é tudo isso aqui reinar de forma plena, o que certamente ajuda bastante.

Maggie (Heather Menzies) é uma espécie de rastreadora que é contratada para encontrar um jovem casal que desapareceu no interior. O eremita misantropo Paul Grogan (Bradford Dillman) relutantemente se oferece para ajudá-la depois que o jipe da moça quebra no meio do nada. Na jornada que se segue, Maggie e Paul encontra o casal, ou pelo menos o que possivelmente sobrou, um esqueleto que pode pertencer a um deles.

Logo no início do filme, nos é mostrado que o casal havia invadido uma instalação de pesquisa aparentemente deserta e encontrou uma piscina convidativa, então decidiram dar um mergulho. Infelizmente a piscina estava cheia de piranhas!

E não eram piranhas normais. São super piranhas mutantes criadas naquele centro de pesquisa. A instalação pertencia aos militares dos EUA e as piranhas foram planejadas como uma arma biológica para uso durante a Guerra do Vietnã. A guerra acabou e o projeto foi encerrado… Oficialmente. Extraoficialmente, no entanto, um cientista, Dr. Hoak (o grande Kevin McCarthy), ficou pra trás e continuou sua pesquisa com as piranhas, que agora podem viver em água doce ou salgada.

Se as piranhas entrarem no rio próximo, vão acabar alcançando o mar e se tornarão uma ameaça global. Mas isso não deve acontecer, já que estão presas à piscina. A menos que alguém a esvazie soltando as piranhas no rio… E é exatamente isso que Maggie faz inadvertidamente.

Maggie, Paul e o Dr. Hoak agora têm que tentar desfazer o desastre.

Primeiro problema. O acampamento de verão nas margens do rio, onde centenas de crianças vão pra lá se divertir nadando, brincando na água, lugar comandado pelo sempre genial Paul Bartel… Não vale a pena pensar no que aconteceria se as piranhas se soltassem entre centenas de crianças, mas o acampamento é exatamente para onde essas piranhas estão indo. E a filha de Grogan está no local.

Segundo problema. O próximo passo no roteiro das piranhas será o novo resort construído por um consórcio liderado pelo empresário pilantra Buck Gardner (Dick Miller). Haverá carnificina quando as piranhas chegarem.

Sem transporte por terra, a única maneira do trio chegar ao acampamento de verão a tempo é de jangada. Descer um rio infestado de super piranhas será um desafio. Maggie e Paul também enfrentam o problema de que os militares estão determinados a encobrir o fiasco. E a Dra. Mengers (a musa do horror gótico italiano Barbara Steele), que foi enviada para investigar o caso, também não vê porquê o fato de algumas centenas de pessoas serem comidas por piranhas deveria atrapalhar pesquisas científicas “vitais”. Os militares dos EUA precisam de maneiras novas e criativas de matar pessoas, não é?

Produção dos anos 70, o cinismo sobre o governo e as forças armadas dos EUA estavam no auge e o filme não mede esforços pra ridicularizar figuras do tipo pelo uso irresponsável da ciência e dos experimentos genéticos, mesmo que num tom mais satírico. Os cientistas também não se saem muito bem na fita por aqui. O Dr. Hoak é um cara legal, mas não consegue ver nenhum problema moral em seu trabalho.

Sobre a produção, PIRANHA até que foi um filme caro para os padrões de Roger Corman, o que significa também que foi um filme bem barato para os padrões de qualquer outro estúdio. Mas as produções de Corman sempre conseguiram superar suas limitações orçamentárias, o sujeito tinha o dom de contratar pessoas que podiam obter bons resultados com muito pouco dinheiro. Não preciso falar muito de Joe Dante que foi mestre nisso. Mas os efeitos especiais, por exemplo, foram alcançados de forma bastante simples. As piranhas são apenas fantoches de pau. Mas parecem bastante convincentes. A cena em que eles atacam a jangada é bem eficaz e genuinamente tensa. As cenas subaquáticas são todas bem feitas.

Há até um bocado de gore de vez em quando e a contagem de corpos é alta. Essas piranhas estavam realmente com fome. E em nenhum momento você pensa que um filme desse vai nos mostrar crianças sendo comidas por peixes carnívoros assassinos. Quero dizer, não há como isso acontecer, certo? Maggie e Paul chegarão ao acampamento de verão a tempo de evitar tais horrores. Não vão? Bom, é nessas horas que você percebe porque o Roger Corman e Joe Dante são dois caras fodas e ousados, com mais colhões do que 100% dos diretores/produtores/estúdios que fazem cinema hoje em Hollywood.

A atuações são bem decentes. Bradford Dillman é um bom tipo de herói ranzinza que nunca quis ser herói, mas a necessidade o força a isso. Heather Menzies também convence no seu papel e Barbara Steele está deliciosamente má. Não tem como não rir de caras como Paul Bartel e o maravilhoso Dick Miller, que exagera de forma divertida.

PIRANHA é o que se propõe a ser. É uma imitação barata de TUBARÃO que oferece emoções e horrores eficazes, e é extremamente divertido nesse sentido, além de trazer as reflexões habituais e clichês desse tipo de filme – experimentos científicos irresponsáveis, consequências ambientais, a ganância da indústria do turismo, que coloca em risco a vida das pessoas em prol do lucro… Clássico.

Teve uma continuação, PIRANHA II: THE SPAWNING, que é erroneamente atribuído a James Cameron como seu primeiro filme. A maior parte do trabalho foi realizada, na verdade, por Ovidio G. Assonitis, o produtor do filme. Segundo consta, Cameron trabalhou nos efeitos especiais, reescreveu o roteiro, criou storyboards, fez a aferição de locações e filmou por quatro dias. No entanto, Assonitis questionava continuamente as decisões de Cameron, que demonstrou que não seria o pau mandado que o produtor esperava (mesmo num filme chamado PIRANHA II), e o demitiu no quinto dia de filmagem. Não se sabe ao certo o que restou do trabalho de Cameron, mas é notório que Assonitis reescreveu muita coisa e adicionou as doses de nudez que não estava no script originalmente.

Mas já tô me prolongando demais. O fato é que essa continuação não chega aos pés do filme de Joe Dante. Fica a recomendação pra quem não viu ainda PIRANHA (ufa, terminei o texto sem fazer nenhuma piadinha infame com o título do filme…).

THE KENTUCKY FRIED MOVIE (1977) & AMAZON WOMEN ON THE MOON (1987)

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THE KENTUCKY FRIED MOVIE segue a cartilha de um tipo de comédia que surgiu nos anos 70 com inspirada no programa Saturday Night Live. A coisa era estruturada emulando uma “zapeada na TV”. Sabem como é? Como se você, espectador, estivesse segurando um controle remoto, mudando os canais, ou seja, eram produções concebidas como uma série de esquetes que imitava comerciais, fazia paródias de seriados e filmes, e mostrava programas de auditório ou reportagens absurdas. Alguns exemplos deste tipo de filme incluem THE GROOVE TUBE, de Ken Shapiro, PRIME TIME, de Bradley R. Swirnoff, TUNNELVISION, de Neal Israel e Swirnoff, e esta belezinha aqui, que é o segundo trabalho de John Landis.

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Então temos coisas do tipo, um fake trailer para um filme que nunca existiu: o exploitation Catholic School Girls in Trouble, estrelado pela musa de Russ Meyer, Uschi Digard; Bill Bixby, o eterno Bruce Banner do seriado HULK, fazendo um comercial de dor de cabeça; Jack Baker aprendendo a ter relações sexuais num documentário instrucional; um trailer para um filme catástrofe chamado That’s Armageddon (estrelado por Donald Sutherland como “The Clumsy Waiter“); Henry Gibson como apresentador do The United Appeal for the Dead, uma esquete hilária sobre o que fazer com nossos defuntos, e muitas outras coisas mais… A peça central de KENTUCKY FRIED MOVIE, no entanto, é uma paródia de OPERAÇÃO DRAGÃO, do Bruce Lee, chamado de A FISTFUL OF YEN. De rolar no chão…

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Várias participações especiais tornam a sessão ainda mais interessante, como Rick Baker – vestido do gorila que ele modelou como teste para o filme KING KONG de 1976 -, o ex-James Bond George Lazenby, Felix Silla, Tony Dow, Forrest J. Ackerman, que sempre aparece nos filmes do Landis…

Escrito pela equipe ZAZ – David Zucker, Jim Abrahams e Jerry Zucker – que mais tarde faria algumas das mais representativas comédias dos anos 80, como APERTEM OS CINTOS, O PILOTO SUMIU e CORRA QUE A POLÍCIA VEM AÍ – o filme custou algo em torno de 650 mil dólares, considerado baixo já em 1977. Originalmente, os realizadores cogitaram chamar o filme de FREE POPCORN ou CLOSED FOR REMODELING, mas no fim das contas ficou mesmo KENTUCKY FRIED MOVIE. Com seu sucesso, Landis acabou contratado para dirigir ANIMAL HOUSE no ano seguinte.

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Uma década depois, Landis se reuniu com outros diretores e produtores e fez uma espécie de sequência de KENTUCKY FRIED MOVIEAMAZON WOMEN ON THE MOON. Landis dirigiu alguns dos segmentos deste filme, que também apresentam vinhetas humorísticas de Joe Dante, Peter Horton, Robert K. Weiss e Carl Gottleib. Steve Forrest e Sybil Danning protagonizam o “filme central”, o tal Amazon Women on the Moon, uma homenagem aos sci-fi e B movies dos anos 50, que é intercalado com uma variação de esquetes que se estruturam como a tal zapeada na TV.

Com um orçamento melhorzinho, deu pra atrair uma lista imensa de figuras interessantes (muitos dos quais não eram muito conhecidos no momento), mas temos Michelle Pfeiffer, Dick Miller, Monique Gabrielle – pelada, pra variar – Griffin Dunne, Steve Guttenberg, Rosanna Arquette, Arsenio Hall, David Allen Grier, Russ Meyer, Kelly Preston, Andrew “Dice” Clay, apenas para citar alguns…

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Não é tão engraçado quanto KENTUCKY. O segmento do funeral Celebrity Roast com Steve Allen, Henny Youngman e Rip Taylor, por exemplo, demora mais do que deveria e acaba perdendo a graça. Mas temos The Son of the Invisible Man (com Ed Begley, Jr.), que dá pra soltar algumas boas risadas. A paródia do clássico programa de TV, que no Brasil ficou conhecida como Acredite se Quiser, apresentada aqui por Henry Silva também é ótima.

Mas de uma forma geral, AMAZON WOMEN ON THE MOON fica abaixo de KENTUCKY FRIED MOVIE, que veio num momento mais propício pra esse tipo de ideia, enquanto este aqui tentava integrar o lance do boom do Video-Cassete, o que é interessante, mas não tem a mesma força. Ainda assim, obviamente, ganha de lavada de 99% do cenário da comédia atual.

BIG BAD MAMA (1974)

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Uma daquelas pérolas que os anos 70 nos deu. Estamos no período da depressão americana, temos a Lei Seca, assalto à bancos, tiroteios à rodo com Tommy Gun’s cuspindo fogo e Angie Dickinson peladona! Precisa de mais alguma coisa para BIG BAD MAMA ficar melhor? Ah, claro, a presença hilária de Dick Miller numa produção do grande Roger Corman.

Naquele período, Corman começava a fazer dinheiro com pequenos gangster movies e resolveu apostar na anti-heroína Wilma McClatchie, a tal Big Bad Mama do título, vivida por Dickinson, e suas duas filhas espirituosas e sapecas, que embarcam numa jornada no mundo do crime, no qual estão sempre envolvidas em roubos, sequestros, perseguições, tiroteios, num road movie alucinante de ação e com vários personagens interessantes cruzando o caminho das três protagonistas. Como o ladrão de bancos encarnado por Tom Skerritt, o romântico jogador compulsivo na pele de William Shatner e o policial durão vivido por Miller, com suas expressões impagáveis, definitivamente uma das melhores coisas de BIG BAD MAMA. Sempre que está prestes a concluir sua missão de capturar Big Mama, algo dá errado e suas reações são, no mínimo, de rachar o bico! Não tem como não ser fã desse eterno coadjuvante…

A direção é de Steve Carver, que no ano seguinte fez outro filme ótimo do gênero para Corman: CAPONE, com Ben Gazzara no papel título. Dirigiu depois Chuck Norris pelo menos duas vezes, como o McQUADE – O LOBO SOLITÁTIO, que eu acho um filmaço! BIG BAD MAMA é o seu primeiro longa e já demonstra boa habilidade trabalhando muitas sequências de ação, um senso de humor bem equilibrado, mantendo as coisas num ritmo ágil e divertido… é claro que a pulsão sexual e a quantidade de nudez também ajudam, especialmente com as personagens das filhas (Susan Sennett e Robbie Lee) bem à vontade e Angie Dickinson, nos seus 43 anos, expondo seus atributos de deixar muita mulher de vinte com inveja.

BIG BAD MAMA recebeu o título A MULHER DA METRALHADORA aqui no Brasil e ganhou uma continuação nos anos 80, dirigido por outro pupilo de Corman, Jim Wynorski.

OBSESSÃO MACABRA (Premature Burial, 1962)

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Terceira adaptação de Edgar Allan Poe realizada pelo Roger Corman, PREMATURE BURIAL é geralmente considerado um dos mais fracos do ciclo, algo que eu concordo bastante, embora não signifique que seja um filme ruim. Muito pelo contrário, apenas não está a altura das outras obras. Acho que tem um bocado a ver com a ausência do grande astro da série, Vincent Price, que não pôde participar… Aliás, é o único filme do ciclo que ele não participa e tenho certeza que sua presença poderia transformar isso aqui num filme totalmente diferente. Para seu lugar foi contratado o Ray Milland, que não deixa de ser um baita ator também e eu não tenho problema algum em vê-lo como protagonista por aqui. Só que ele não tem a capacidade de Price em transmutar figuras fracas em grandes personagens.

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Explico melhor a bagaça. Ray Milland interpreta aqui um pintor que possui um pavor doentio da situação de ser enterrado vivo por engano. Epa, mas nós já vimos isso antes, não é mesmo? Os dois primeiros filmes da série que eu já comentei aqui possuem a catalepsia como um dos temas constantes. Mas isso não é problema algum, na verdade. A questão é que PREMATURE BURIAL peca por ter um protagonista atormentado de forma tola pela tal neurose.

Em HOUSE OF USHER você tem um Roderick Usher (Price) atormentado por uma suposta maldição da família, até que dá pra entender – os Usher tinham realmente um galeria de almas sebosas e psicopatas escrotos na árvore genealógica. Em THE PIT AND THE PENDULUM, a mesma coisa: Medina (Price de novo) é filho de um dos inquisidores mais tenebrosas da Espanha e viu, quando criança, o tio e a mãe serem torturados e a última ser emparedada viva… Já em PREMATURE BURIAL… putz, o cara SUSPEITA que o pai sofria de catalepsia e foi enterrado vivo (sem nenhum fundamento concreto, diga-se de passagem) e, com base nessa desconfiança sem pé nem cabeça, acredita que também sofre de catalepsia e que, fatalmente, será enterrado vivo. E é essa nóia sem lógica que leva o cara a se isolar do convívio social e dispensar uma noiva gata pra caramba e (ao que tudo indica) totalmente apaixonada por ele. Meio difícil não achar que o protagonista é meio tapado. E é apenas com isso que se constrói o filme…

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E tenho certeza que Vincent Price daria a carga de expressão, exagerada e necessária, para que esses detalhes passassem mais batidos… Não que o Milland esteja mal. Ele também encarna o papel com tanta convicção que você só pára para refletir sobre a babaquice do personagem depois de ver o filme umas duas vezes; tanto que na primeira vez que vi, nada disso me ocorreu. E acaba sendo mesmo um dos grandes deleites a presença de Milland, querendo ou não, sendo o personagem um fraco ou não. O curioso é que é um ator soberbo, ganhou um Oscar pelo seu desempenho em FARRAPO HUMANO (1945), de Billy Wilder, mas depois, não me pergunte como, acabou parando nos sets de produções de filmes B. Destaque para a pequena participação de Dick Miller, habitual colaborador de Corman..

Já no departamento visual de PREMATURE BURIAL, não há do que reclamar. A cena do devaneio de Milland testando – e dando tudo errado – as modificações que fez no seu “sepulcro” para o caso de acordar ao ser enterrado vivo, é de encher os olhos. A direção de Corman é econômica como sempre, mas o sujeito sabe como manter certo ritmo, sabe como trabalhar uma riqueza visual do mesmo calibre dos góticos da Hammer e nunca deixou a dever aos italianos, como Mario Bava, Antonio Margheritti e Riccardo Freda. Mais fraco do ciclo Edgar A. Poe sim, mas tão obrigatório quanto qualquer outro da série…

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