Se fosse realizado uma década depois, RESIDENCIA PARA ESPIAS provavelmente teria excelentes motivos para que o mestre espanhol Jess Franco explorasse a sua maior especialidade: putaria. Ele iria às favas com a trama (roteiro acabaria se tornando um objeto quase obsoleto para o diretor) e passaria o filme inteiro dando zoons em prexecas cabeludas de atrizes robustas, certamente Linna Romay, sua musa e esposa, teria um papel de destaque. Mas estamos em 1966 e Franco ainda não havia descambado para essas peculiaridades da forma como vemos em seus filmes a partir dos anos setenta.
RESIDENCIA PARA ESPIAS acaba soando até simpático, adjetivo estranho para elogiar um filme do prolífico diretor, mas é um bom termo para definir esta obra de início de carreira (era o décimo primeiro filme do homem, mas pra quem já fez quase duzentos não é nada). Além de ser uma leve comédia, o filme é um autêntico Eurospy – subgênero criado na esteira dos filmes do agente 007 e que gerou uma infinidade de cópias, paródias, homenagens e picaretagens no velho continente, principalmente na Itália, Espanha e França. Continue lendo












































